• Tiago Rodrigues Benedetti

Como fazer mapas mentais para estudar

Estudar com mapas mentais significa estudar com mais eficiência, estou convencido disso. No entanto, ainda vejo muitos estudantes reclamando que "mapa mental não funciona pra mim" e sei muito bem o motivo dessa reclamação - são estudantes que NÃO SABEM como fazer mapas mentais do jeito certo. Sim, existe um jeito certo. Fazer mapa mental não é apenas escrever um título bonito no meio de uma folha e depois sair puxando setas.



Nesta postagem vou colocar uma série de 3 aulas que produzi sobre este tema. Na primeira aula te mostro o conceito de ARQUITETURA COGNITIVA, que é o que justifica o formato do mapa mental. Depois da teoria, na segunda aula, deixo para você uma atividade. Na terceira aula, faço uma retomada e correção da atividade, fechando toda a teoria até então apresentada. Vamos ao trabalho?



Para seguir com a terceira parte desta aula você deve fazer o exercício proposto. Para isso, leia o texto a seguir sobre tecido sanguíneo humano (mais conhecido como sangue) e faça a SUA VERSÃO do mapa mental desse texto, tentando delimitar um schema geral com ideias e informações, tudo ligado, alinhado e conectado.

TECIDO SANGUÍNEO HUMANO


O sangue é um tecido conjuntivo formado por uma parte líquida – o plasma – e uma parte figurada – glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. O plasma normalmente representa 55% do volume total do sangue sendo o restante de 45% correspondente à parte figurada (os glóbulos e as plaquetas). O volume sanguíneo de uma pessoa (volemia) varia de acordo com uma série de fatores. Um homem de 70kg, por exemplo, normalmente tem em torno de 5,6 litros de sangue.


PLASMA SANGUÍNEO


A porção fluida do sangue é chamada plasma. Essa substância, de cor amarelada, é responsável por aproximadamente 55% do volume total desse tecido. Ele é constituído predominantemente por água (cerca de 90%); havendo ali também substâncias que são transportadas pelo sangue, como hormônios, nutrientes, gases e excretas; além de sais minerais, proteínas e as células sanguíneas.


As principais proteínas são as albuminas, responsáveis pela pressão osmótica sanguínea e transporte de ácidos graxos e hormônios; globulinas, capazes de combater infecções (gamaglobulina) e transportar lipídios (lipoproteínas); e fibrinogênio, que auxilia no processo de coagulação sanguínea.


As trocas de substâncias entre o sangue e os tecidos são feitas através da parede dos capilares sanguíneos. Dessa forma, ocorre a distribuição de água, sais, nutrientes, hormônios e oxigênio para as células e são recolhidos o gás carbônico e as excretas resultantes do metabolismo celular.


ELEMENTOS FIGURADOS DO SANGUE


Os elementos figurados do sangue são representados pelos glóbulos vermelhos, pelos glóbulos brancos e pelas plaquetas. Todas as células sanguíneas desenvolvem-se a partir da mesma população de células-tronco pluripotentes, na medula óssea vermelha. Algumas destas células diferenciam-se em células-tronco linfoides, que se desenvolvem como linfócitos B e T, os quais atuam na defesa imunitária. Todas as outras células sanguíneas diferenciam-se a partir de células-tronco mieloides, também originárias da população de células-tronco pluripotentes.


GLÓBULOS VERMELHOS


As hemácias (também conhecidas como eritrócitos) são células anucleadas na fase adulta, possuem aspecto de disco bicôncavo e são ricas em hemoglobina, uma proteína que contém um íon de ferro que favorece a associação da molécula de oxigênio (O2) à molécula de hemoglobina – a função dos glóbulos vermelhos é justamente atuar no transporte do gás oxigênio. Quando os glóbulos vermelhos aparecem alterados no exame de sangue chamado de hemograma (tanto qualitativamente / quantitativamente) podem indicar possíveis anemias.


GLÓBULOS BRANCOS


Leucócitos são conhecidos como células brancas do sangue e têm por função a defesa imunológica do organismo. Os leucócitos podem ser classificados em dois grupos, de acordo com a morfologia que apresentam – os leucócitos granulócitos e os leucócitos agranulócitos.


LEUCÓCITOS GRANULÓCITOS


Neutrófilos. Células com núcleo com três lóbulos, geralmente. Fazem fagocitose de microrganismo invasores e partículas estranhas. São os leucócitos mais abundantes. Em exames de sangue (hemogramas), costumam indicar infecções bacterianas e processos inflamatórios, quando alterados. Podem ser diferenciados clinicamente como segmentados.


Eosinófilos. Também chamados de acidófilos, o núcleo geralmente se apresenta com dois lóbulos. Graças principalmente a substâncias tóxicas liberadas por seus grânulos, são capazes de combater parasitas de maior tamanho, tais como vermes. Além disso, liberam anti-histamínicos, evitando a manifestação de processos alérgicos. Em hemogramas, costumam indicar reações alérgicas ou verminoses, quando alterados.


Basófilos. Possuem núcleo disforme, e seus grânulos se apresentam maiores em relação aos das duas células já citadas, geralmente mascarando seu núcleo. Ele é responsável pela liberação de heparina, um anticoagulante; e de histamina: substância que propicia maior eficiência na resposta dos anticorpos e neutrófilos a infecções, sendo também responsável pela manifestação de sintomas típicos da alergia, como vermelhidão e coriza. Raramente se apresentam alterados em hemogramas.


LEUCÓCITOS AGRANULÓCITOS


Monócitos. Possuem tamanho maior que as demais células, apresentando núcleo com formato semelhante ao de uma ferradura. Ficam por pouco tempo na corrente sanguínea, migrando para tecidos específicos, como os do baço, pulmões, fígado e encéfalo. Lá, transformam-se em células denominadas macrófagos, bastante eficientes no processo fagocitário de agentes invasores, células mortas, e demais resíduos. No tecido ósseo, os monócitos formam os osteoclastos, responsáveis pela reabsorção de tecido ósseo, permitindo sua regeneração por células responsáveis por essa função (os osteoblastos). Em hemogramas, costumam indicar infecções diversas ou processos inflamatórios, quando alterados.


Linfócitos. Essas células responsáveis pela defesa do corpo possuem núcleo muito grande, quase ocupando todo o seu espaço. Podem ser de dois tipos: linfócitos T ou B. Os linfócitos B, quando estimulados, transformam-se em plasmócitos e produzem os anticorpos (imunoglobulinas), capazes de reconhecer e combater substâncias estranhas e micro-organismos invasores. Já os linfócitos T atacam e destroem células anormais, como aquelas infectadas por vírus ou cancerosas (linfócitos T citotóxicos, ou CD8), ou estimulam a ação destes e dos linfócitos B (linfócitos T auxiliadores, ou CD4). Em hemogramas, costumam indicar viroses, quando alterados.


PLAQUETAS


As plaquetas (também chamadas de trombócitos) são fragmentos celulares de células gigantes, os megacariócitos, residentes na medula óssea. Possuem substâncias que desencadeiam o processo da coagulação sanguínea, evitando o sangramento e favorecendo e hemostasia quando as paredes dos vasos são traumatizadas.


O processo de coagulação envolve reações em cadeia - fatores liberados a partir da lesão das plaquetas e dos tecidos desencadeiam a cascata de coagulação. Ao término do processo uma rede de fibrina (um tipo de proteína) atua em conjunto das plaquetas, formando um coágulo sanguíneo que atua impedindo ou reduzindo a hemorragia.



Fez o exercício? Muito bem, agora deixe seu mapa mental do seu lado, separe mais umas folhas e umas canetas, e vamos para a correção e orientação final, tendo este exercício como base.

Feita a correção, deixo aqui os mapas mentais sobre o tema 'sangue humano' como referência, além de outros, que podem ajudar na sua percepção de organização e design. Lembre-se que o fundamento maior na produção de mapas é sempre encontrar a palavra que vai ancorar a próxima palavra, de forma que um grupo/fluxo de informações consiga se transformar em uma ideia clara, conectada, significativa e com sentido.





Deixo aqui outros mapas mentais sobre outros temas. Perceba que todos os mapas seguem o mesmo fundamento da ARQUITETURA COGNITIVA. Outra percepção necessária aqui; os mapas mentais, apesar de versáteis, representam apenas UMA técnica de estudo, mais especificamente, uma técnica de resumo não linear que normalmente serve bem para acompanhar aulas e leituras. No entanto, o mapa não é a única boa técnica de estudo. Tem muito mais coisa para você aprender!











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