• Tiago Rodrigues Benedetti

Pirâmide do Estudo

Atualizado: Mai 15


A Pirâmide do Estudo é uma 'ferramenta' para organizar e esquematizar 8 parâmetros que interferem nos resultados de uma (boa) rotina de estudo a partir de 8 perguntas que provocam o despertar de uma consciência que o estudante precisa desenvolver. Essa ferramenta e seus princípios são válidos para praticamente qualquer tipo de estudante, seja no ensino médio, no ensino superior, no cursinho ou para quem está se preparando para ENEM, para vestibulares ou para concursos públicos.


A concepção do formato da pirâmide não é necessariamente de uma teoria ou diretriz da psicologia da aprendizagem, embora ela seja recorrente em manuais de estudo como os que estão citados no final deste artigo. O insight que eu tive para montar as coisas nesse formato de pirâmide veio de um vídeo do professor Gilberto Augusto no Instagram, criador do curso A360º, que eu recomendo que você conheça. Essa estrutura de 'pirâmide' e esse nome 'Pirâmide do Estudo' é uma forma que encontrei para tornar as coisas mais simples e didáticas.


Como funciona a leitura da Pirâmide do Estudo?


A leitura e a interpretação da pirâmide deve ser feita de baixo para cima, ou seja, da base para o topo, uma vez que as perguntas são encadeadas de forma que a resposta de uma leve ao questionamento da próxima, da mais 'básica' para a mais 'avançada'. Além disso, a leitura deve ser feita da esquerda para a direita, ou seja, das barras de cores mais fortes para as barras de cores mais claras, no sentido da pergunta para a consequência da pergunta. Por exemplo, ao ler "Quando estudar?" você deve entender que essa questão te leva a pensar sobre a sua "organização de rotina e etapas de estudo".


Como utilizar cada pergunta?


Fazendo a leitura de baixo para cima, temos 8 perguntas norteadoras sobre os parâmetros de estudo que um estudante deve considerar para iniciar uma boa rotina de estudo e desenvolver boa performance. Estas 8 perguntas passam por todos os aspectos que cercam a vida de qualquer estudante e foram ordenadas em uma sequência de grande amplitude para algo cada vez mais específico - o estudante começa pensando em uma rotina macro e termina o processo pensando em metodologias específicas para estudar um determinado conteúdo de uma determinada disciplina.


Deixo a seguir a listagem de perguntas que passam por cada um dos níveis da Pirâmide do Estudo. Para cada uma delas, vou deixar uma orientação, algumas sugestões de leitura e ferramentas, além de ilustrar com um exemplo 'prático' a aplicação de cada pergunta na dinâmica de um estudante - aqui representado por um estudante que está em um curso preparatório para o ENEM. Apesar dessa referência, considere que os exemplos aqui citados podem ser extrapolados para qualquer tipo de segmento.



Por que estudar?


A pergunta mais importante de todas fica na base pois ela determina o motivo da ação do estudo e, portanto, determina a motivação - que é o motivo da ação. Parece óbvio, mas é a pergunta mais complexa, pois envolve uma infinidade de condições subjetivas como metas, objetivos, medos, história de vida e realização pessoal. Mas o fato é que se você não sabe porque está estudando, provavelmente você não vai ver muito sentido em estudar e terá dificuldades em manter a sua disciplina ao longo da rotina de estudo. Há quem diga que o principal combustível para a manutenção da rotina de estudo é a disciplina, mas mesmo a disciplina desassociada da motivação, não funciona. Tudo na vida precisa de um motivo... se você está aí sentado e estudando por horas, por que é que você está fazendo isso?


Uma sugestão pessoal para tratar da questão do 'por que estudar?' envolve o que eu chamo de FÓRMULA DO A.M.O.R. PARA ESTUDAR, uma abordagem que trata de realização pessoal, objetivos de longo prazo, metas e ações. Outro ponto importante é a percepção do quanto o estudo é uma OPORTUNIDADE e um privilégio - escrevi um texto sobre o PRIVILÉGIO DE ESTUDAR para falar sobre isso. Outro ponto, é que por trás do estudo sempre existe a aprendizagem, por isso é importante que você entenda que 'gostar de estudar' não é o ponto central, mas 'gostar de aprender', então entenda que VOCÊ NÃO PRECISA GOSTAR DE ESTUDAR.


"Eu estudo para passar no ENEM este ano porque eu quero chegar no Ensino Superior e fazer minha graduação em medicina veterinária o mais cedo possível para poder viver da minha paixão pela natureza e pelos animais. Além disso, quero empreender na área da veterinária e ganhar dinheiro para ter autonomia e independência vivendo de um ofício que também é a minha paixão."


Quando estudar?


Quando estudar tem relação com organização e consciência das etapas de estudo. Quando é que você rende melhor, de manhã, de tarde ou de noite? Se você tem aulas, o seu estudo deve ser depois das aulas do dia, qual o melhor momento para você estudar as aulas do dia? Depois do estudo, tem revisão, então quando é que você vai fazer as revisões diárias, semanais e mensais dos seus conteúdos? Quando estudar tem relação com as etapas de aula, estudo, revisão e envolve um aspecto macro de organização.


Para solucionar essa pergunta, recomendo o uso de um plano semanal de estudo, que organiza os momentos de cada aula, de cada estudo, de cada revisão e de qualquer outra etapa de estudo, além de considerara também outros aspectos da rotina, como rotina pessoal e demais particularidades. Nesse primeiro passo de organização, a ideia é pegar todos os dias da semana e organizar quando tem aula, quando você estuda, quando você revisa, além de considerar outros aspectos da sua vida pessoal e profissional, se houver. Veja essa planilha a seguir, para entender os 'quandos' do estudo de uma rotina de um aluno hipotético que faz cursinho pré-vestibular pela parte da manhã.



"Eu tenho aulas todos os dias de manhã e estudo todos os dias a tarde e reservo os finais das noites para fazer revisões e exercícios de fixação. Aos sábados de tarde eu faço revisões dos conteúdos da semana e aos domingos eu faço simulados para alinhar meu rendimento e verificar minhas lacunas de aprendizagem."


O que estudar?


O que estudar envolve um plano de metas consciente sobre disciplinas e conteúdos. Envolve você saber quais disciplinas e quais conteúdos você precisa abordar a cada dia, em que sequência com qual escala de prioridade e necessidade, por isso, já é uma pergunta mais complexa que exige mais ferramentas e mais consciência. Nessa etapa você tem que planejar o que fazer com as suas horas de estudo e determinar quais disciplinas serão abordadas e quais conteúdos serão estudados. Isso exige um planejamento diário e uma reflexão cotidiana sobre quais são as escalas de prioridade do dia. A dica para simplificar aqui é o mais básico - aula dada, aula estudada, hoje.


Pela complexidade, saber o que estudar envolve algumas ferramentas de controle de estudo como um checklist de conteúdos, um sumário de controle, uma tabela de registro, um planner de metas ou um aplicativo permita fazer o controle de aula, estudo e revisão de cada disciplina, professor e conteúdo. Muitas vezes basta manter um caderninho menor de registro e fazer algumas colunas de controle com uma régua. Veja a seguir, um trecho de uma checklist do conteúdo de biologia do ensino médio, com uma tabela de registro de etapas de estudo.



Em relação à rotina de estudo, aqui é importante fazer um upgrade e identificar as aulas do dia, pois elas vão determinar as disciplinas do dia. O conteúdo do dia, fica a cargo dos seus professores ou da sequência de conteúdos estabelecido pelo seu programa de estudo - pode ser o sumário dos seus livros, por exemplo. Neste exemplo abaixo, identifiquei as aulas como verde, os estudos como amarelo, as revisões como rosa e reforço como azul. Perceba que os estudos do dia (amarelo) seguem as disciplinas do dia (verde), mas com considerando aquelas disciplinas que seriam de maior peso - por exemplo, na segunda-feira o estudante teve AULAS de gramática, humanas e biologia. Se ele está estudando para medicina e se NATUREZA é uma matéria de maior peso, esse estudante vai começar a rotina de estudo (amarelo) por biologia, que é mais importante, depois segue com gramática e termina com humanas, que nesse exemplo pode ser considerado uma disciplina mais 'tranquila de estudar' e que ele consegue estudar no final, mesmo cansado. Isso, a título apenas de exemplo, claro. Sendo assim, normalmente, você deve estudar em casa as matérias do dia trabalhadas na aula, considerando que as matérias de maior peso e dificuldade devem ser estudadas no começo e as matérias mais fáceis ou de menor peso devem ser estudadas no final, quando seu rendimento já pode estar mais baixo.



"Hoje de manhã eu tive aulas de gramática, humanas e biologia. Em biologia eu tive aula de ciclos biogeoquímicos (muito importante), em gramática e humanas os conteúdos trabalhados em aula são pouco recorrentes no ENEM e como no meu caso humana tem peso 1 e linguagens tem peso 2, vou deixar humanas para o final da sessão de estudo. Amanhã de noite, no meu horário de estudo de revisão, eu reforço os conteúdos de hoje com resolução de exercícios e melhoro as minhas anotações, além de dar um pouco mais de atenção aos conteúdos de gramática e humanas, já que hoje eu só fiz um estudo mais superficial. No sábado, na revisão semanal, vou resolver mais questões desses 3 conteúdos de hoje e também vou reforçar minhas anotações, se perceber que elas ainda têm lacunas de conteúdos. No domingo vou fazer simulados de reforço e se estes conteúdos aparecerem nas questões do simulado eu aproveito para reforçar mais uma vez."


Quanto estudar?


Quanto estudar envolve esforço e tempo de estudo ao longo da rotina. Muitos estudantes pesam aqui, achando que estudar muito é a solução para tudo, mas não é bem assim. Você não deve estudar nem muito e nem pouco, mas o suficiente para atingir suas metas do dia, dentro de uma escala de equilíbrio. O importante aqui é saber qual é o seu 'prazo de entrega' com os conteúdos e calcular quanto tempo você precisa por dia ou semana em cada disciplina para dar conta de chegar nesse prazo com todo o conteúdo atualizado.


Para solucionar essa pergunta, recomendo novamente o uso de um plano semanal de estudo, que organiza os momentos de cada aula, de cada estudo, de cada revisão e de qualquer outra etapa de estudo, além de considerara também outros aspectos da rotina, como rotina pessoal e demais particularidades, mas agora acrescido com uma expectativa de tempo para cada etapa e determinando o tempo dedicado para cada disciplina e cada conteúdo.


Um detalhe importante sobre os tempos de estudo, nesse ponto do seu planejamento de estudo, é que o tempo de estudo de cada matéria em cada dia depende do CONTEÚDO DO DIA, não necessariamente apenas da disciplina. Só porque biologia tem peso 3 para medicina e geografia tem peso 1, não quer dizer que você deve sempre estudar mais biologia que geografia - vez por outra você vai ter conteúdos pouco importantes de biologia e conteúdos muito importantes de geografia. Resumindo, seu planejamento deve ser diário. Todo dia, estabeleça a ORDEM DE ESTUDO dos conteúdos e a CARGA DIÁRIA de tempo de cada conteúdo.


"Hoje é segunda-feira e eu tive aulas de biologia, gramática e filosofia. Como o conteúdo de biologia hoje é muito recorrente no ENEM, vou dedicar 1h30min de estudo para biologia. Depois vou pegar mais 1h para gramática e reforçar o estudo de uma das competências da redação e daí termino com 30 minutos de filosofia, pois o conteúdo de hoje é bem simples e praticamente não aparece nas questões do ENEM. Como amanhã tenho mais 2h de revisão desses conteúdos a noite, vou deixar mais 3 minutos para resolver as questões de filosofia e reforçar a leitura do capítulo e todo o tempo restante vou deixar para resolver questões de biologia e algumas de gramática, para tirar umas dúvidas e melhoras minhas anotações"


Onde estudar


Onde estudar envolve o cenário de estudo e as condições relacionadas. É importante selecionar bem o local de estudo (caso você tenha escolas) ou então pelo menos arrumar o local de estudo da melhor forma (caso você tenha condições). O local de estudo pode interferir em uma série de fatores subjetivos que afetam sua motivação, seu foco e sua energia para estudar, por isso é importante que o local de estudo seja um local "contagiante" e que te ajude, não que te atrapalhe. Preste atenção na iluminação, na temperatura, nas DISTRAÇÕES do ambiente (celular, televisão, som, cama, games e outras coisas) e no seu conforto - conforto DEMAIS pode dar sono e preguiça. O local também tem que ser conveniente, não adianta encontrar o 'local perfeito' se você leva duas horas por dia para chegar lá.


"De manhã eu tenho aula no cursinho e costumo sentar na frente para melhorar meu foco na aula e prestar mais atenção no professor, não nos colegas. Saindo do cursinho, eu passo a tarde em uma biblioteca pública e estudo em uma mesa mais afastada que é mais silenciosa, onde tenho mais tranquilidade e espaço para estudar, além de poder contar com a internet Wi-Fi do local. A noite, quando estou em casa e faço minhas revisões diárias, estudo no meu quarto mesmo. Eu tenho uma luminária que ajuda, pois o quarto é um pouco escuro. Como lá em casa costuma ter barulho de gente conversando e televisão, eu uso meu fone de ouvido e deixo uma música erudita tocando com volume baixo para ajudar na concentração. Aproveitei para espalhar mensagens motivacionais pelas paredes do meu quarto, elas me inspiram quando estou cansado".


Com o que estudar?


Com o que estudar envolve os seus recursos, materiais e ferramentas de estudo. Um estudante pode contar com uma infinidade de recursos de estudo, a depender das suas condições, acessos e privilégios, é claro. Mas vamos partir do princípio que você pode ter livros, apostilas, cadernos diversos, computador, smartphone, internet, canetas coloridas, pastas e outros materiais de papelaria. É importante saber tirar proveito de cada recurso para favorecer uma melhor sinergia no estudo. Livros são importantes para assuntos mais importantes e mais complexos. Apostilas servem para aqueles conteúdos mais simples e menos importantes. Cadernos podem ser com pauta, mas aqueles com folhas brancas ou pontilhadas são melhores ainda. Ou, na ausência de caderno, utilize folhas A4 avulsas e apenas cuide com a organização delas, para não se perder nos materiais. O fato é que você tem que ter um olhar cuidadoso e curioso e pensar sempre sobre 'como eu posso usar melhor isso aqui?'. Acredite, sabendo o que fazer com uma folha e uma caneta azul sem tampa, já dá pra fazer muita coisa!


"Nas aulas do cursinho os professores entregam listas de exercícios todos os dias, de acordo com cada conteúdo. Além disso, nas aulas, eu uso folhas A4 brancas para fazer minhas anotações e deixo tudo grampeado em blocos e organizado em uma pasta que deixo sempre na minha mochila. Quando vou estudar na biblioteca, uso os livros da biblioteca para reforçar meus estudos através da leitura deles, mas sempre com minhas anotações de aula do lado, para fazer atualizações nos meus resumos. Sempre encerro meus estudos na biblioteca resolvendo alguns dos exercícios da lista dos professores e, se tiver dúvidas, deixo anotado para esclarecer no dia seguinte, no estudo de revisão e reforço que faço todas as noites."


Como estudar?


No final de todo o processo, depois de tudo pensado e organizado, você finalmente sabe porque está estudando, já determinou quando vai estudar e por quanto tempo vai se dedicar a cada disciplina e separou o que você vai estudar naquele momento. Você já está no local onde vai estudar e já está com os materiais com o que você vai estudar. E agora você vai começar finalmente... mas como estudar? COMO ESTUDAR é a cereja do bolo, afinal, é aqui que de fato a ação acontece. Repare que até agora, tudo foi planejamento, tudo foi preparação e organização. Depois de tudo isso, é hora de colocar tudo em ação.


Outro ponto... as metodologias também interferem na motivação do estudante, uma vez que a TRAGÉDIA DO BOM ESTUDANTE é uma realidade constante em qualquer cenário. Quem sabe estudar gosta de estudar e SE VOCÊ NÃO GOSTA DE ESTUDAR É PORQUE VOCÊ NÃO SABE ESTUDAR.


Como estudar? Aqui você precisa de métodos, técnicas e estratégias. Vai fazer leitura ativa do livro e paralelamente a isso vai produzir um resumo em forma de mapa mental? Depois de terminar seu mapa mental, vai usar engenharia reversa para resolver exercícios? Surgiu uma dúvida no meio dos estudos e você vai anotar no seu caderno de dúvidas para estudar mais tarde, num horário reservado para isso? Perceba que existem técnicas de estudo, ou seja, existem vários 'como estudar' para cada coisa que você faz - leitura, anotações, resumos, exercícios, revisão, dúvidas e outros. O importante é entender que existem métodos e técnicas que podem ser muito úteis para biologia, mas não para matemática. Ou seja, não existe uma fórmula perfeita para estudar. Você precisa aprender a estudar cada matéria da forma que render melhor, você precisa aprender como aproveitar melhor cada recurso e cada estratégia para que cada sessão de estudo te traga o melhor saldo positivo possível.


"Quando eu estudo um conteúdo novo de biologia eu começo antecipando o conteúdo do dia com uma aula acelerada no YouTube, só para ter uma noção geral. Depois disso vou para a aula e acompanho o professor, fazendo meu resumo primário na forma de tópicos, além de copiar algumas coisas que o professor colocou no quadro. Na aula, tento tirar todas as minhas dúvidas com o professor. Chegando na biblioteca, ao estudar os conteúdos de biologia, faço a leitura do material usando grifos e anotações de canto nas páginas do meu livro. Ao mesmo tempo, vou construindo mapas mentais do que estou estudando, porque sinto que isso me ajuda a aprender e ainda serve depois como uma excelente ferramenta de revisão. Terminando a leitura do conteúdo, eu faço alguns exercícios usando engenharia reversa para ganhar tempo e localizo logo as minhas dúvidas. Se forem coisas simples, eu pesquiso rapidamente na internet e atualizo meu mapa mental, deixando um detalhe destacado em vermelho para alguma coisa que pode ser pegadinha de prova. Para as dúvidas mais complicadas, eu gravo um áudio ou anoto em forma de mensagem em um grupo de WhatsApp que eu criei só para mim, que eu chamo de 'Depósito de Dúvidas' e que eu uso todo domingo a tarde para revisar minhas dúvidas e fazer pesquisas para reduzir minhas lacunas de aprendizagem. De todas as dúvidas e pesquisas, eu atualizo meus resumos. Quando me deparo com tabelas, esquemas e gráficos que me ajudam a entender um conteúdo, aproveito para copiar nos meus cadernos e deixo marcadores de post-it para sinalizar que ali tem alguma coisa que preciso usar para as revisões. Quando termino de estudar um conteúdo, registro isso no meu checklist, para saber o que já estudei e o que tenho que revisar."


Avaliação do rendimento?


Avaliação do rendimento é um momento 'metacognitivo' para avaliar se tudo deu certo e pensar em possibilidades de melhorias no processo. O que é que deu certo e o que é que deu errado na minha rotina de estudo? É normal que nem tudo saia conforme os planos, por isso o processo de avaliação e autoavaliação é importante. Dessa forma é possível melhorar o que já está bom e modificar o que está dando errado, sempre tendo em mente o processo de melhoria contínua. Nesse ponto é importante pensar se você está aprendendo, se você está acompanhando as aulas, se suas dúvidas são pertinentes, se você está acertando os exercícios, se está rendendo bem nos simulados e demais aspectos que possam ser avaliados. A avaliação surge apenas no final justamente para que você possa olhar lá de cima da Pirâmide do Estudo e pensar em como subir ainda mais.


"Eu percebi que minhas revisões de matemática não estavam rendendo muito porque eu estava fazendo exercícios sem controlar uma sequência lógica. Pedi aos meus professores que me orientem sobre qual é a melhor sequência de resolução de exercícios de matemática e isso me ajudou muito a melhorar meu rendimento. Além disso, percebi que as minhas revisões de sexta-feira a noite não estavam funcionando porque eu estava muito cansado da semana. Resolve adiantar o horário da revisão e estou fazendo um treino mais leve na academia nesse dia, assim não fico tão esgotado e ainda consigo revisar e assistir uma série no final da noite."



E aí, gostou do conteúdo? Se esse guia de estudo através da Pirâmide do Estudo te ajudou de alguma forma, compartilhe com seus colegas. Pode ser que eles precisem alinhas as 8 perguntas para ter uma melhoria de rendimento.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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COSENZA, Ramon. GUERRA, Leonor. Neurociência e educação: como o cérebro aprende. São Paulo: Artmed, 2011.

DOUGLAS, William. Como passer em provas e concursos: Tudo o que você precisa saber e nunca teve a quem perguntar. 29 Ed. Niterói: Editora Impetus, 2016.

DUNLOSKY, John. RAWSON, Katherine. MARSH, Elizabeth. NATHAN, Mitchell. WILLINGHAM, Daniel. Improving student’s learning with effective learning techniques: promising directions from cognitive and educacional psychology. Association for Psychological Science. Kent State University, 2013.

MANES, Facundo. NIRO, Mateo. Usar o cérebro – aprenda a utilizar a máquina mais complexa do universo. São Paulo: Planeta, 2015.

MARIOTTO, Gladys. Já Entendi: A história da metodologia premiada: Como aprender mais e melhor estudando sozinho. São Paulo: Planeta do Brasil, 2015. MATURANA, Humberto. VARELA, Francisco. A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. 9. ed. São Paulo: Palas Athena, 2011. MEIRELES, Alexandre. Como estudar para concursos. 3 Ed. São Paulo: Editora Método, 2014.

OAKLEY, Barbara. Aprendendo a aprender – Como ter sucesso em matemática, ciências e qualquer outra matéria. São Paulo: Atena, 2015.

PIAZZI, Pierluigi. Aprendendo Inteligência – Manual de instruções do seu cérebro para estudantes em geral. Coleção Neuroaprendizagem. Vol.1. São Paulo: Aleph, 2014.

RUIZ, João Álvaro. Metodologia Científica: Guia para eficiência nos estudos. São Paulo: Editora Atlas, 2013. SANTROCK, John W. Psicologia Educacional. 3. Ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2009. WILLINGHAM, Daniel. Por que os alunos não gostam da escola? Respostas da ciência cognitiva para tornar a sala de aula atrativa e efetiva. Porto Alegre: Artmed, 2011.





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